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marilia.cardoso

Nada sobre mim, ainda. Desejo sempre pela palavra, ainda que não haja muito o que dizer.
Contudo, há algo que me traduz - diz um pouco de mim - quando decido escrever e expor algumas frases, aqui, para mim mesma:
"[...] escrever [...] salva. Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e nunca se entende a menos que escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria vago e sufocador." Em A descoberta do Mundo, Clarice consegue ler uma parte de mim muito vívida, como se me conhecesse antes de eu existir para a sua literatura.

Eu escrevo muito e escrevo mal. Muito embora isso não queira dizer muita coisa. O fato assumido é que gosto do exercício da escrita muito mais do que muita coisa que faço com certa qualificação, exclusivamente, pela obrigação que me é exigida socialmente. Por isso, cá estou, pela vontade desobrigada.
Nesse espaço cheio de enquadramento, a feitura dessas linhas de palavras significam tudo que represento e consigo ser a cada texto assinado por mim.
*Pior que escrever mal, é não saber usar essa rede social de leitura. Mas é desejo construir uma - alguma - memória por aqui.

De resto, não há mais para ser dito. E é exatamente esse momento de falta que me interessa, agora, para palavrear.

2022.